E agora, José?
8x26"

Série documental · 8 episódios

E agora,José?

Este é o lugar mais estranho do universo. E agora, José?

A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou.

Trailer

A linguagem da série

Como contar a maior história do nosso tempo? O teaser a seguir — na linguagem do documentário de ciência e natureza — é a referência de tom desta série: a Terra vista em sua escala cósmica, frágil e interconectada. E agora, José?

One Strange Rock · NatGeo Assistir no YouTube

A floresta amazônica de pé pode render até R$7 trilhões por ano para o Brasil.

Floresta amazônica

Sinopse

A promessa de uma economia global com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050 representa uma oportunidade única na história da humanidade.

A série “E agora, José?” investiga quais os impactos que essa agenda terá no Brasil e no mundo. Mergulharemos em uma jornada para entender as iniciativas, os atores e quais as tecnologias que podem finalmente equacionar sustentabilidade com rentabilidade e, no caminho, preservar a vida das gerações futuras no nosso planeta. Vamos juntos?

O PIB mundial pode ser 37% menor em 2100 sem a mitigação climática.Environmental Research Letters, The social cost of carbon dioxide under climate-economy feedbacks and temperature variability

O Brasil é o país número um em potencial de reflorestamento e alavancas de crédito de carbono.

Argumento

Desmatamento é sinônimo de desenvolvimento?

Todas as evidências apontam que a floresta vale mais de pé do que deitada.

Hoje o modelo econômico da Amazônia é baseado na exportação de produtos de baixo valor agregado, na extração descontrolada de recursos naturais a preços irrisórios, na expansão da fronteira agropecuária para produção de commodities e, por fim, na mineração em escala industrial. Se desde 1972 sabemos da corrida contra o relógio para deter o aquecimento global, por que temos avançado tão pouco em direção à sustentabilidade?

Projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que, em uma década, a bioeconomia deverá representar 2,7% do PIB dos países mais ricos. Já o estudo global macroeconômico “Changes in the Global Value of Ecosystem Services” atesta que a floresta amazônica de pé pode render até R$7 trilhões por ano ao Brasil.

Mas sustentabilidade rima com rentabilidade?

A série “E agora, José?” tenta responder a essa e outras perguntas sobre o prisma do desenvolvimento econômico sustentável, indo além da questão ambiental e climática.

Vamos buscar entender a extensão do impacto que o modelo atual tem causado e principalmente quais as novas janelas de oportunidade que surgem dos modelos econômicos baseados no ESG, na indústria 4.0 e na economia verde.

É hora de juntos, pesquisadores, governos, a iniciativa privada, sociedade civil organizada e consumidores pensarem no futuro que queremos!

Episódios

8x26"

EP 01

A Floresta Além da Imaginação

Tema Central

A verdadeira escala da Amazônia e a máquina biológica global.

Sinopse

Muito além de um repositório verde, a floresta funciona como o grande regulador térmico e hídrico do planeta. O episódio de abertura revela a grandiosidade dos "rios voadores", os ciclos invisíveis da biodiversidade e a urgência de encarar a Amazônia não como uma fronteira a ser explorada, mas como a chave mestra para o equilíbrio do clima mundial.

EP 02

As Partes Interessadas

Tema Central

O mosaico humano e as tensões no território.

Sinopse

Quem vive, quem produz e quem disputa o solo amazônico? Uma investigação profunda sobre o choque e a coexistência entre comunidades ribeirinhas, povos originários, o avanço do agronegócio tradicional, a mineração e a presença do Estado. Um olhar realista sobre os conflitos e as alianças possíveis na busca por pacificação e governança territorial.

EP 03

ESG, Crédito de Carbono e o Mercado Financeiro

Tema Central

A precificação do ar, da água e do risco climático.

Sinopse

A Faria Lima e Wall Street acordaram para a economia regenerativa. Mergulhamos nos bastidores dos mercados voluntário e regulado de créditos de carbono, no papel dos grandes fundos de investimento e na criação de instrumentos financeiros de impacto. Sustentabilidade deixou de ser apenas filantropia para virar cálculo de sobrevivência financeira corporativa.

EP 04

Sistemas Agroflorestais e Economia Verde

Tema Central

Produção em escala de alto valor agregado sem derrubar uma árvore.

Sinopse

Como produzir alimentos e insumos industriais regenerando o bioma em vez de exauri-lo? Conheça os modelos de Sistemas Agroflorestais (SAFs), o cooperativismo ribeirinho e o potencial das cadeias do açaí, cacau nativo, óleos essenciais e castanha — provando na prática que a floresta de pé é exponencialmente mais lucrativa por hectare.

EP 05

Marco Regulatório e Políticas Públicas

Tema Central

Segurança jurídica, soberania e a corrida diplomática até 2050.

Sinopse

De que adiantam as boas intenções se a lei não acompanha a realidade? Este episódio debate os entraves da regularização fundiária, o combate ao crime ambiental organizado, as metas climáticas internacionais (Acordo de Paris) e as políticas governamentais necessárias para garantir soberania e estabilidade aos investidores da bioeconomia.

EP 06

Sustentabilidade na Educação

Tema Central

A formação das lideranças e mentes do amanhã.

Sinopse

A transição ecológica não acontecerá sem uma revolução no pensamento. Acompanhamos iniciativas educacionais de ponta — de escolas na beira dos rios a programas executivos de formação em ESG —, mostrando como o conhecimento local tradicional pode se unir à ciência de ponta para forjar os novos tomadores de decisão do Brasil.

EP 07

Amazônia 4.0 e os Laboratórios Criativos

Tema Central

Biotecnologia, satélites, IA e a revolução da indústria sustentável.

Sinopse

A quarta revolução industrial chegou à selva. Ao lado de cientistas como Carlos Nobre, exploramos os Laboratórios Criativos da Amazônia (LCAs), o rastreamento em blockchain da cadeia produtiva, o sensoriamento remoto e o sequenciamento genômico, mostrando como a bioeconomia de alta tecnologia pode gerar produtos de altíssimo valor global direto na origem.

EP 08

Amanhãs Possíveis

Tema Central

Os cenários do Brasil e do mundo no horizonte de 2050.

Sinopse

O que acontece se atingirmos a meta de emissões líquidas zero a tempo? E qual é o custo real e irreversível se atingirmos o ponto de não retorno (tipping point)? O desfecho da série projeta futuros concretos para a economia, o clima e a sociedade, deixando um chamado inadiável para a ação coordenada entre sociedade, empresas e governos.

Cronograma

aproximadamente 16 meses

Meses 0–2

Pesquisa e argumento

Levantamento, consultoria científica e desenvolvimento do roteiro.

Meses 3–6

Pré-produção

Planejamento de campo, logística e autorizações na Amazônia.

Meses 7–12

Produção

Filmagens nos territórios, entrevistas e material de arquivo.

Meses 13–14

Pós-produção

Montagem, animação e construção das narrativas dos episódios.

Meses 15–16

Finalização e lançamento

Correção de cor, mixagem de som e estreia da série.

Temas

Garimpo e mineraçãoEmpreendedorismoTransformação digital e patentesTransição energéticaAgronegócio sustentávelInfraestrutura, mobilidade e transporteCréditos de impacto positivoSistemas agroflorestais de valor agregadoPovos originários, quilombolas e cadeia produtivaProdutividade e escalabilidadeMarco regulatório e políticas ambientaisAmazônia 4.0LCA — Laboratórios Criativos da AmazôniaLeis e projetos legislativosCrédito de carbonoESG, economia verde e o mercado financeiroCarbonplaceTurismo na AmazôniaBig TechsAmazônia legalObjetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)Net ZeroMatriz energética brasileiraEducação e sustentabilidade

Entrevistas

Vozes da série

Carlos Nobre

IEA

Paulo Nobre

INPE

Miriam Leitão

Jornalista

David Kopenawa

Escritor indígena

Ailton Krenak

Escritor indígena

Pedro Leite da Silva Dias

USP — ciências atmosféricas

Thelma Krug

IPCC

Mario Mantovani

S.O.S Mata Atlântica e Imaflora

Nicole Schwab

Fórum Econômico Mundial

Mercedes Bustamante

Academia de Ciências dos EUA

Guilherme Augusto Verola

INPE

Gesner Oliveira

FGV

Alex Atala

Chef de cozinha

Marina Silva

Política e ambientalista

Vamos juntos?

O Brasil tem a matriz energética mais limpa do mundo com 85% de renováveis, contra média mundial de 26% (G20).

Visão do diretor

Narrativa híbrida, olhar original

O modelo de documentário clássico chegou à exaustão. Basta ligar a televisão para perceber que os gêneros narrativos estão cada vez mais misturados, filmes de ficção com linguagem documental e documentários com linguagem de ficção são cada vez mais comuns e a série “E agora, José?” seguirá essa linha híbrida.

Com narração em off de duas vozes conhecidas do grande público, entrevistas com cientistas, profissionais do mercado financeiro, representantes do governo, consumidores e ONGs, aliados a imagens de arquivo, banco de imagens e reconstituições dramatizadas, vamos contar essa incrível história e apresentar seus protagonistas, antagonistas, atores secundários e vítimas. Nosso foco será a busca por modelos econômicos viáveis para a preservação da floresta e o desenvolvimento econômico sustentável de toda a cadeia produtiva. E vamos além, vamos entender quais os futuros possíveis de acordo com os cenários propostos.

Vamos trazer discussões aprofundadas e encarar a questão com a seriedade que ela merece, sem cair no tom panfletário ou de mau gosto, e com o elemento de entretenimento que vai manter os espectadores colados na tela.

Guilherme Canton

Guilherme Canton

Diretor

Guilherme Canton é um cineasta nascido em São Paulo em 1980. Formou-se em comunicação social pela FAAP com especialização em cinema na EICTV em Cuba. Depois de trabalhar na área de licenciamento e produção de formatos internacionais para América Latina na Sony Pictures Television, fundou a FPS Filmes. Desde então Guilherme produz e dirige projetos de longa metragem vencedores de editais e festivais internacionais.

O filme “Das Almas” produzido em 2010 e exibido no É Tudo Verdade foi vencedor do Festival Internacional de Moscou. “Macbeto” foi vencedor do Programa de Incentivo ao Cinema do Estado de São Paulo, premiado com a menção honrosa no festival Lucerne na Suiça. Guilherme dirigiu também o filme “Sobre Homens e Pombos” exibido na cinemateca Nacional e “Da memória a historia”, vencedor do edital da Secretaria de Cinema de São Paulo no Programa Bairros de São Paulo.

Guilherme dirige também filmes publicitários e através da FPS Filmes atende clientes como TOTVS, MAPFRE, Banco do Brasil, Comgás, Itaú, Disney, Syngenta, SPTURIS, Ford entre outros. Hoje atua exclusivamente na FPS Filmes e conta com uma equipe multidisciplinar para executar os mais diversos projetos no Brasil e no mundo. Alguns de seus prêmios incluem Wave Festival, El Ojo Iberamerica, dois leões de prata e um de bronze do festival de Cannes. Roteiro, documentário e direção de não atores são suas especialidades, sempre buscando um olhar original e sensível para os seus projetos.

FPS Filmes